Fotos da Balada Literária

Com o camarada Marcelino Freire, na abertura da Balada

Meu mantra orgânico para vozes, violino elétrico e processamento de matéria

com a participação dos amigos Anderson Fonseca e Victor Paes

como era um mantra, tinha gente meditanto

Com a gauchada e os cariocas de sempre

Na Mercearia São Pedro



Cada rei tem o trono que merece...

Balada Literária

Hoje tem início a Balada Literária, evento que irá até o dia 22 de Novembro e contará com palestras de autores da cena literária nacional. No domingo, dia 22, eu estarei no B_arco apresentando, `as 20h00, um mantra para vozes, violino e processamento eletroacustico, ao lado dos meus amigos Victor Paes e Anderson Fonseca.

Dia 19 de Novembro – Quinta

  • 11h00 – Livraria da Vila: JOMARD MUNIZ DE BRITTO [poeta], MARCELINO FREIRE [escritor] e NELSON DE OLIVEIRA [escritor] conversam com JOÃO SILVÉRIO TREVISAN
  • 14h30 – Livraria da Vila: SAMUEL LEON [editor da Iluminuras] conversa com ADRIENNE MYRTES [autora do livro de contos A Mulher e o Cavalo e que prepara seu primeiro romance], FABRÍCIO CORSALETTI [prestigiado poeta, contista e que este ano estreou como romancista], ISMAEL CANEPPELE [romancista, autor do livro inédito, adaptado para o cinema, Os Famosos e os Duendes da Morte] e MICHELINY VERUNSCK [poeta premiada, que acaba de escrever seu primeiro romance]
  • 16h30 – Livraria da Vila: IVANA ARRUDA LEITE [socióloga, autora, entre outros, do romance Hotel Novo Mundo] conversa com HELOÍSA BUARQUE DE HOLLANDA [professora da UFRJ, editora, escritora e ensaísta], MARCELO COELHO [escritor e jornalista, colunista do jornal Folha de S. Paulo] e NOEMI JAFFE [escritora e crítica literária, doutora em literatura brasileira pela USP]
  • 19h00 – SESC Pinheiros: MARCELO MOUTINHO [escritor carioca, organizador da antologia Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa] conversa com JOÃO MELO [poeta, contista e jornalista angolano, vencedor do Grande Prêmio de Cultura e Artes de Angola 2009) e com JOSÉ LUÍS PEIXOTO [foto - nascido em Lisboa, escreveu, entre outros, o romance Cemitério de Pianos, com o qual é finalista do Prêmio Portugal Telecom 2009]
  • 21h00 – Centro Cultural b_arco: PAULO SCOTT [poeta e prosador], ALLAN SIEBER [cartunista], FLU [músico], JOÃO PAULO CUENCA [cronista e romancista], RAMON MELLO [poeta] e RODRIGO PENNA [ator] conversam, numa espécie de talk show, com ALEXANDRE RODRIGUES [jornalista e eescritor], JOCA REINERS TERRON [poeta e prosador, autor, entre outros, de Curva de Rio Sujo], PEDRO AMÉRICO [poeta recifense] e SIDNEY ROCHA [cearense, autor do recém-lançado livro de contos Matriuska] Participação especial da cantora e compositora pernambucana LULINA.
  • 23h00 – Bar Ó do Borogodó: Roda de samba com o grupo Ó do Borogodó.

Dia 20 de Novembro – Sexta

  • 11h00 – Livraria da Vila: CARLOS HERCULANO LOPES [escritor, repórter do jornal O Estado de Minas] conversa com MÁRCIO SOUZA [amazonense, autor, entre outros, de Galvez, Imperador do Acre e Mad Maria], MARIA JOSÉ SILVEIRA [goiania, autora de vários romances, entre eles o Guerra no Coração do Cerrado] e RAIMUNDO CARRERO [pernambucano, escreveu diversos livros premiados, sendo o mais recente Minha Alma É Irmã de Deus]  14h30 – Livraria da Vila: FREDERICO BARBOSA [poeta, administrador do Museu da Língua Portuguesa] conversa com CLÁUDIO WILLER [um dos principais poetas brasileiros], LÉO FELIPE CAMPOS [poeta, romancista e editor venezuelano] e RODRIGO GARCIA LOPES [poeta, tradutor, professor de literatura nos Estados Unidos]
  • 16h30 – Livraria da Vila: XICO SÁ [jornalista e escritor] conversa com MÁRIO PRATA [foto - autor, entre outros, de Diário de um Magro e Os Anjos do Badaró], MATTHEW SHIRTS [jornalista, autor do livro de crônicas Jeitinho Americano] e REINALDO MORAES [autor dos romances Tanto Faz e Pornopopéia, entre outros]
  • 19h00 – SESC Pinheiros: VIVA O POVO BRASILEIRO – uma noite em homenagem ao DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA e aos 50 anos de carreira de JOÃO UBALDO RIBEIRO
  • Show com VITOR ARAÚJO [foto - pianista], FABIANA COZZA [cantora] e RUBI [cantor] Participações especiais de ALTAIR MARTINS, MARCELINO FREIRE, NARUNA COSTA e OLÍVIA ARAÚJO.
  • 23h00 – Bar Ó do Borogodó: Roda de samba em homenagem ao Dia da Consciência Negra com o grupo Ó do Borogodó

Dia 21 de Novembro – Sábado

  • 11h00 – Livraria da Vila: RONALDO BRESSANE [jornalista, poeta e autor, entre outros, de Céu de Lúcifer], conversa com ANTONIO PRATA [cronista, com vários livros publicados, colunista do jornal O Estado de S. Paulo], EDNEY SILVESTRE [apresentador de TV e que acaba de publicar seu primeiro romance, Se Eu Fechar os Olhos Agora] e MICHEL LAUB [jornalista, um dos criadores da revista Bravo, autor de vários romances, entre eles o recente O Gato Diz Adeus]
  • 13h30 – Espaço Plínio Marcos: Jovens poetas, de diferentes cidades brasileiras, fazem uma homenagem ao curitibano
  • PAULO LEMINSKI, em um sarau na Praça Benedito Calixto comandado pelo poeta baiano RUY MASCARENHAS
  • 14h30 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima: BINHO [poeta, criador do Sarau do Binho] conversa com ANALU ANDRIGUETTI [autora do livro inédito  A Matadora de Orquídeas], HUGO GUIMARÃES [autor do livro Poesia Gay Underground], JESÚS ERNESTO PARRA [poeta venezuelano, autor de Sombras que Cruzan las Paredes] e MARIA REZENDE [poeta carioca, autora, entre outros, de Bendita Palavra]
  • 17h00 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima: IVAN MARQUES [professor da USP e criador do programa de TV Entrelinhas] conversa com FRANCISCO ALVIM [foto - mineiro, radicado em Brasília, autor, entre outros, de Elefante]
  • 19h00 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima: CHACAL [poeta carioca] e NICOLAS BEHR [poeta mato-grossense radicado em Brasília] conversam com DANI UMPI [poeta, ator e cantor uruguaio] e MICHEL MELAMED [foto - poeta e ator carioca]
  • Entre uma mesa e outra, haverá intervenções dos coletivos de poesia MUITO BARULHO POR NADA [de Salvador], URROS MASCULINOS [do Recife] e POESIA MALOQUEIRISTA [de São Paulo]
    Na ocasião, acontecerá a abertura oficial da exposição de grafite e poesia visual coordenada pela editora DULCINÉIA CATADORA e será lançado o livro No Visgo do Improviso ou A Peleja Virtual Entre Cibercultura e Tradição, de MARIA ALICE AMORIM
  • 21h00 – Mercearia São Pedro: BALADA DE LANÇAMENTO da antologia de contos Trêbada, com vários autores; do livro SigniCidade, de FREDERICO BARBOSA; do Diário de Bordo, de LIELI LOURES, esse em parceria com a diretora de arte Raquel Alvarenga e com a artista plástica Inco Matsui; e da antologia Desacordo Ortográfico, organizada por REGINALDO PUJOL FILHO para a Não Editora.

Dia 22 de Novembro – Domingo

  • 11h00 – Livraria da Vila: SANTIAGO NAZARIAN [autor, entre outros, do recém-publicado romance O Prédio, o Tédio e o Menino Cego] conversa com JOÃO GILBERTO NOLL [foto - um dos nossos mais premiados escritores, autor, entre outros, do romance Acenos e Afagos]
  • 14h30 – Livraria da Vila: MANUEL DA COSTA PINTO [crítico literário] e alguns convidados do evento conversam com LYGIA FAGUNDES TELLES [foto - nascida em São Paulo, ganhadora do Prêmio Camões, é autora de clássicos como o romance Ciranda de Pedra e os contos de Antes do Baile Verde]
  • 16h00 – Livraria da Vila: O Movimento Literatura Urgente e os escritores convidados reúnem-se com FABIANO DOS SANTOS, do Ministério da Cultura, e TADEU DI PIETRO, da Funarte, sob mediação de ADEMIR ASSUNÇÃO
  • 17h00 – Centro Cultural b_arco: Gravação ao vivo do programa de TV JOGO DE IDEIAS
    CLAUDINEY FERREIRA [jornalista e coordenador literário do Itaú Cultural] conversa com LIRA NETO [autor da biografia Maysa e da recém-lançada Padre Cícero] e FERNANDO MORAIS [autor de Olga e da biografia O Mago, entre outros livros de sucesso]
  • 20h30 – Centro Cultural b_arco: SHOW DE ENCERRAMENTO com a banda PORCAS BORBOLETAS [de Minas]
    Antes do show, haverá a apresentação: Mantra Orgânico para Vozes, Violino Elétrico e Processamento de Matéria com MÁRCIO-ANDRÉ, VICTOR PAES e ANDERSON FONSECA [do Rio]

Para maiores informações acesse http://baladaliteraria.zip.net/

Abaixo seguem os endereços:

BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
Rua Henrique Schaumann, 777
Pinheiros – Tel. 3082-5023

ESPAÇO PLINIO MARCOS
Praça Benedito Calixto
- Durante a feira

LIVRARIA DA VILA
Rua Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena – Tel. 3814-5811
www.livrariadavila.com.br

CENTRO CULTURAL b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426
Pinheiros – Tel. 3081-6986
www.obarco.com.br

MERCEARIA SÃO PEDRO
Rua Rodésia, 34
Vila Madalena – Tel. 3815-7200

Ó DO BOROGODÓ
Rua Horácio Lane, 21
Pinheiros – Tel. 3814-4087

SESC PINHEIROS
Rua Paes Leme, 195
Pinheiros – Tel. 3095-9400

Fernando Aguiar




SONETO À CÃO

Um cão levanta
a perna direita
e lança 4 esguichos
para o tronco da árvore.

A seguir levanta
a perna esquerda
e urina 4 vezes
contra o candeeiro.

Mais à frente
alça de novo a perna
e dispara 3 jatos
no pneu do automóvel.

Por fim, após cheirar
desconfiado, agacha-se
e mija as últimas 3 vezes
numa poça de água.


in: Revista Confraria n°25 (1ª edição impressa)

LIVRO@FUTURO.COM

O primeiro evento a debater o futuro do livro e da literatura na era digital


Estarei lá, com meu camarada Victor Paes, dando um workshop sobre como fazer uma revista literária na Internet. Por favor, apareçam.

"Graduado em marginalidade" de Sacolinha: próximo livro da Confraria do Vento

Deusa!

O monstruoso palíndromo de Geoges Perec

Um dos palíndromos mais longos conhecidos hoje, com não menos que 1371 mapalvras. Eis abaixo o texto (cortesia dos camaradas Leonardo Fuks e Marcel Bénabou):

"Trace l'inégal palindrome. Neige. Bagatelle, dira Hercule. Le brut repentir, cet écrit né Perec. L'arc lu pèse trop, lis à vice versa.

Perte. Cerise d'une vérité banale, le Malstrom,Alep, mort édulcoré, crêpe porté de ce désir brisé d'un iota. Livre si aboli, tes sacres ont éreinté, cor cruel, nos albatros. Être las, autel bâti, miette vice versa du jeu que fit, nacré, médical, le sélénite relaps, ellipsoïdal.

Ivre il bat, la turbine bat, l'isolé me ravale : le verre si obéi du Pernod --eh, port su ! --obsédante sonate teintée d'ivresse.

Ce rêve se mit --peste ! --à blaguer. Beh ! L'art sec n'a si peu qu'algèbre s'élabore de l'or évalué. Idiome étiré, hésite, bâtard replié, l'os nu. Si, à la gêne secrète --verbe nul à l'instar de cinq occis --, rets amincis, drailles inégales, il, avatar espacé, caresse ce noir Belzebuth, oeil offensé, tire !

L'écho fit (à désert) : Salut, sang, robe et été.

Fièvres.

Adam, rauque ; il écrit : Abrupt ogre, eh, cercueil, l'avenirtu, effilé, génial à la rue (murmure sud eu ne tire vaseline séparée ; l'épeire gelée rode : Hep, mortel ?) lia ta balafre native.

Litige. Regagner (et ne m'...).

Ressac. Il frémit, se sape, na ! Eh, cavale ! Timide, il nia ce sursaut.

Hasard repu, tel, le magicien à morte me lit. Un ignare le rapsode, lacs ému, mixa, mêla : Hep, Oceano Nox, ô, béchamel azur ! Éjaculer ! Topaze !

Le cèdre, malabar faible, Arsinoë le macule, mante ivre, glauque, pis, l'air atone (sic). Art sournois : si, médicinale, l'autre glace (Melba ?) l'un ? N'alertai ni pollen (retêter : gercé, repu, denté...) ni tobacco.

Tu, désir, brio rimé, eh, prolixe nécrophore, tu ferres l'avenir velu, ocre, cromant-né ?

Rage, l'ara. Veuglaire. Sedan, tes elzévirs t'obsèdent.

Romain ? Exact. Et Nemrod selle ses Samson!

Et nier téocalli ?

Cave canem (car ce nu trop minois --rembuscade d'éruptives à babil --admonesta, fil accru, Têtebleu ! qu'Ariane évitât net. Attention, ébénier factice, ressorti du réel. Ci-gît. Alpaga, gnôme, le héros se lamente, trompé, chocolat : ce laid totem, ord, nil aplati, rituel biscornu ; ce sacré bedeau (quel bât ce Jésus !). Palace piégé, Torpédo drue si à fellah tôt ne peut ni le Big à ruer bezef.

L'eugéniste en rut consuma d'art son épi d'éolienne ici rot (eh... rut ?). Toi, d'idem gin, élèvera, élu, bifocal, l'ithos et notre pathos à la hauteur de sec salamalec ?

Élucider. Ion éclaté : Elle ? Tenu. Etna but (item mal famé), degré vide, julep : macédoine d'axiomes, sac semé d'École, véniel, ah, le verbe enivré (ne sucer ni arrêter, eh ça jamais !) lu n'abolira le hasard ?


Nu, ottoman à écho, l'art su, oh, tara zéro, belle Deborah, ô, sacre ! Pute, vertubleu, qualité si vertu à la part tarifé (décalitres ?) et nul n'a lu trop s'il séria de ce basilic Iseut.

Il à prié bonzes, Samaritain, Tora, vilains monstres (idolâtre DNA en sus) rêvés, évaporés : Arbalète (bètes) en noce du Tell ivre-mort, émeri tu : O, trapu à elfe, il lie l'os, il lia jérémiade lucide. Pétard ! Rate ta reinette, bigleur cruel, non à ce lot ! Si, farcis-toi dito le coeur !

Lied à monstre velu, ange ni bête, sec à pseudo délire :

Tsarine (sellée, Déjanire... là), Cid, Arétin, abruti de Ninive, Le Phenix, ève de sables, écarté, ne peut égarer radiales en mana : l'Oubli, fétiche en argile. racines Foudre.

Prix : Ile de la Gorgone en roc, et, ô, Licorne écartelée, Sirène, rumb à bannir à ma (Red n'osa) niére de mimosa : Paysage d'Ourcq ocre sous ive d'écale ; Volcan. Roc : tarot
célé du Père.

Livres.

Silène bavard, replié sur sa nullité (nu à je) belge : ipséité banale. L' (eh, ça !) hydromel à ri, psaltérion. Errée Lorelei...

Fi ! Marmelade déviré d'Aladine. D'or, Noël : crèche(l'an ici taverne gelée dès bol...) à santon givré, fi !, culé de l'âne vairon.

Lapalisse élu, gnoses sans orgueil (écru, sale, sec). Saluts : angiome. T'es si crâneur !

* * *

Rue. Narcisse ! Témoignas-tu ! l'ascèse, là, sur ce lieu gros, nasses ongulées...

S'il a pal, noria vénale de Lucifer, vignot nasal(obsédée, le genre vaticinal), eh, Cercle, on rode, nid à la dérive, Dèdale (M... !) ramifié ?

Le rôle erre, noir, et la spirale mord, y hache l'élan abêti : Espiègle (béjaune) Till : un as rusé.

Il perdra. Va bene.

Lis, servile repu d'électorat, cornac, Lovelace. De visu, oser ?

Coq cru, ô, Degas, y'a pas, ô mime, de rein à sonder : à marin nabab, murène risée.

Le trace en roc, ilote cornéen.

O, grog, ale d'elixir perdu, ô, feligrane ! Eh, cité, fil bu ! ô ! l'anamnèse, lai d'arsenic, arrérage tué, pénétra ce sel

cruel gibet te niera, têtard raté, pédicule d'aimé rejailli.

base de Vexin. Eh, pèlerin à (Je : devin radicale (elle s'en ira...), stérile, dodu.
inédit) urbanité Espaces (été biné ? gnaule ?) verts. Nomade, il rue, ocelot. Idiot-sic rafistolé : canon ! Leur

Soleil lie, fléau, partout ire (Métro, Mer, Ville...) tu déconnes. Été : bètel à brasero. Pavese versus Neandertal ! O, diserts noms ni à Livarot ni à Tir ! Amassez.

N'obéir.

Pali, tu es ici : lis abécédaires, lis portulan : l'un te sertil ? à ce défi rattrapa l'autre ? Vise-t-il auquel but rêvé tu perças ?

Oh, arobe d'ellébore, Zarathoustra ! L'ohcéan à mot (Toundra ? Sahel ?) à ri : Lob à nul si à ma jachère, terrain récusé, nervi, née brève l'haleine véloce de mes casse-moix à (Déni,

ô !) décampé.

Lu, je diverge de ma flamme titubante : une telle(étal, ce noir édicule cela mal) ascèse drue tua, ha, l'As.

Oh, taper ! Tontes ! Oh, tillac, ô, fibule à reve l'Énigme (d'idiot tu) rhétoricienne.

Il, Oedipe, Nostradamus nocturne et, si né Guelfe, zébreur à Gibelin tué (pentothal ?), le faiseur d'ode protège.

Ipéca... : lapsus.

Eject à bleu qu'aède berça sec. Un roc si bleu ! Tir. ital. : palindrome tôt dialectal. Oc ? Oh, cep mort et né, mal essoré, hélé. Mon gag aplati gicle. Érudit rossérecit, ça freine,
benoit, net.

Ta tentative en air auquel bète, turc, califat se(nom d'Ali-Baba !) sévit, pure de --d'ac ? --submersion importune, crac, menace, vacilla, co-étreinte...

Nos masses, elles dorment ? Etc... Axé ni à mort-né des bots. Rivez ! Les Etna de Serial-Guevara l'égarent. N'amorcer coulevrine.

Valser. Refuter.

Oh, porc en exil (Orphée), miroir brisé du toc cabotin et né du Perec : Regret éternel. L'opiniâtre. L'annulable.

Mec, Alger tua l'élan ici démission. Ru ostracisé,notarial, si peu qu'Alger, Viet-Nam (élu caméléon !), Israël, Biafra, bal à merde : celez, apôtre Luc à Jéruzalem, ah ce boxon ! On à écopé,ha, le maximum

Escale d'os, pare le rang inutile. Métromane ici gamelle, tu perdras. Ah, tu as rusé ! Cain ! Lied imité la vache (à ne pas estimer) (flic assermenté, rengagé) régit.

Il évita, nerf à la bataille trompé.

Hé, dorée, l'Égérie pelée rape, sénile, sa vérité nue du sérum : rumeur à la laine, gel, if, feutrine, val, lieu-créche, ergot, pur, Bâtir ce lieu qu'Armada serve : if étété, éborgnastu l'astre sédatif ?

Oh, célérités ! Nef ! Folie ! Oh, tubez ! Le brio ne cessera, ce cap sera ta valise ; l'âge : ni sel-liard (sic) ni master(sic)-coq, ni cédrats, ni la lune brève. Tercé, sénégalais, un soleil perdra ta bétise héritée (Moi-Dieu, la vérole !)

Déroba le serbe glauque, pis, ancestral, hébreu(Galba et Septime-Sévère). Cesser, vidé et nié. Tetanos. Etna dès boustrophédon répudié. Boiser. Révèle l'avare mélo, s'il t'a béni, brutal tablier vil. Adios. Pilles, pale rétine, le sel, l'acide mercanti. Feu que Judas rêve, civette imitable, tu as alerté, sort à blason, leur croc. Et nier et n'oser. Casse-til, ô, baiser vil ? à toi, nu désir brisé, décédé, trope percé, roc lu. Détrompe la. Morts : l'Ame, l'Élan abêti, revenu.

Désire ce trépas rêvé : Ci va ! S'il porte, sépulcral, ce repentir, cet écrit ne perturbe le lucre : Haridelle, ta gabegie ne mord ni la plage ni l'écart."

Georges Perec,


Au Moulin d'Andé, 1969

Arnaldo Antunes


e essa membrana
de lembrança
ilesa
sobre a toalha
da mesa
da sala
que o olhar acaricia
todo dia
mas não vê
em que colírio água lágrima
lavá-la?

e essa página
em branco
preta
ensaio de catre
sem letra
ou fala
que o olhar vigia
de esguelha
mas não lê
com que tinta verde azul vermelha
amarelá-la?



in: Revista Confraria n°25 (1ª edição impressa)



Richard Price comenta Intradoxos e a Confraria do Vento

Fiquei muito contente e orgulhoso com o comentário que encontrei na página do poeta e crítico escocês Richard Price sobre o meu trabalho e o trabalho da Confraria do Vento. Agradeço ao camarada pelo carinho e simpatia. Reproduzo o comentário abaixo:

In Rio at a symposium curated by the poet Claudio Daniel I was lucky to hear and spend time with the avant-garde groupingConfraria do Vento (which I would translate as “The Breeze Fraternity”; or even “The Breeze Brothers”). Their work is visual, conceptual and de-personalised. The poets include Victor Paes and, perhaps the main theorist of the group, Márcio-André (no surname), who is also a composer-musician in the tradition of Stockhausen and Reich and has links with the Europhile US poet Stephen Rodefer. M-A’s presentation of four short films with accompanying music and voice had the flavour of a Kraftwerk journeying (but trains not autobahns) and the minimalist dance-duet which he appropriated and scored was one of my enduring memories of this remarkable country. Portuguese is a difficult language to the ear but not so much to the eye and I can only recommend ploughing on with a dictionary through Márcio-André’s poems Intradoxos (which you read from the back of the book to the front, like manga), his ‘radioactive essays’ Ensaios Radiotivos, and reading the journal of the grouping, Confraria. (M-A was the first poet to read at Chernobyl following the ‘all-clear’).

Eis a performance a qual ele se refere:



O texto original se encontra na página do autor.


Outro comentário, um pouco mais antigo, mas também bacana, encontro na página do poeta italiano Alessandro Seri, que descreve uma performance de poesia sonora que realizei no palácio de São Marcos, Portugal, em 2007:

Di fianco a me c’è una scalinata che porta al piano superiore e Ytzhak Laor si siede sbuffando sugli scalini, Mr. Taggart invece esce dalla sala mentre sua moglie fa foto ad ogni cosa. La lettura termina con un applauso pacato; qualcuno esce in giardino. Anche io sto per alzarmi quando mi accorgo che il prossimo poeta, il brasiliano Màrcio-André si siede sul pavimento davanti al pubblico, si toglie i sandali, imbraccia un violino e a piedi nudi, mortificando le corde dello strumento, inizia una performance, magari non raffinata ma di sicuro impatto. Tanto che molti rientrano in sala e ascoltano la confusione poetica di questo originale poeta brasiliano. Al termine dell’esibizione di Marcio-André mi alzo e faccio qualche giro per le stanze laterali del palazzo, mi piace l’arredamento e mi incuriosiscono i quadri alle pareti.

Texto original aqui.

Arnaut Daniel ao vivo - Lo ferm voler qu'el cor m'intra

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