Uma tarde com Fanni e Miklós
segunda-feira, julho 29, 2013 Postado por Confraria do Vento
Esta simpática senhora comigo na foto é Fanni Gyarmati, viúva do lendário poeta Miklós Radnóti, uma das figuras mais emblemáticas da poesia em idioma húngaro. Com seus 101 anos de idade, Fanni (também conhecida como Fifi) viveu, desde a morte de seu marido, completamente reclusa, raramente recebendo visitas e não dando entrevistas, mesmo na cerimônia de seu centésimo aniversário. Ou seja, é quase impossível um encontro com ela e o meu só se realizou graças a uma amiga comum. Por isso, fiquei muito emocionado em ser recebido ontem por ela (alguns dias depois de coincidentemente visitar o túmulo do poeta no Fiumei úti Nemzeti Sírkert) em seu apartamento na Rua Pozsonyi, diante do Danúbio, e passar uma tarde agradável, conversando animadamente e conhecendo um pouco da vida desta figura que teve um papel tão importante na divulgação e perpetuação da obra de seu marido. Tendo conhecido Miklós ainda na adolescência, Fanni foi sua editora e companheira de trabalho, além de ter sido o tema de seus poemas de amor. Ainda hoje, quase 70 anos depois da morte dele, ela mantém intacto o espaço onde escrevia no mesmo apartamento em que viveram.
Miklós faleceu em 1944, com 35 anos, executado durante uma marcha forçada de um campo de concentração na Hungria para outro na fronteira da Áustria. Segundo testemunhas, foi atacado a coronhadas por um guarda bêbado, irritado com sua insistência em escrever, para em seguida ser fuzilado em uma vala comum na fronteira do município de Abda. Seu corpo foi exumado dezoito meses depois, e dentro do bolso do seu casaco foi encontrada uma caderneta com seus últimos poemas. Fanni recebeu os manuscritos e finalmente os publicou em 1946, sob o título “Tajtékos ég”. Abaixo, deixo um desses poemas encontrados, em tradução de Nelson Ascher.
CÉU ESPUMANTE
No céu que espuma, a lua oscila.
Estar vivo me causa espécie.
A morte assídua espreita a Idade:
quem ela encontre, empalidece.
O ano grita e depois desmaia.
(Gritara olhando ao seu redor.)
Que outono ronda-me de novo?
Que inverno embotado de dor?
Sangrava o bosque; mesmo as horas
sangravam no vaivém dos dias.
Ventos riscavam, sobre a neve,
cifras enormes e sombrias.
Já vi de tudo; o ar me esmaga
com seu peso; um silêncio cresce
ruidoso, cálido e me abraça
como fez antes que eu nascesse.
Detenho-me junto de um tronco
que agita iroso as frondes plenas
e estende um galho. Há de esganar-me?
Não é fraqueza ou medo – apenas
cansaço. Calo. E o galho apalpa
os meus cabelos, mudo, aflito.
Cabe esquecer – mas não há nada
de que já tenha me esquecido.
Espuma afoga a lua; o miasma
estria os céus, verde e agressivo.
Sem pressa, enrolo com cuidado
o meu cigarro. Eu estou vivo.
Coleção de audio de Ezra Pound
sábado, outubro 27, 2012 Postado por Márcio-André
EZRA POUND - ÁUDIOS
(mais de 80 leituras de poemas - e uma entrevista)
http://www.ubu.com/sound/pound.html
Confraria do Vento torna-se verbete em dicionário
quinta-feira, outubro 25, 2012 Postado por Márcio-André
Dossiê Márcio-André em revista húngara
sexta-feira, setembro 21, 2012 Postado por Márcio-André
Sobre o Poetry International na Folha de São Paulo
quinta-feira, julho 05, 2012 Postado por Márcio-André
Dunya Festival
quarta-feira, abril 18, 2012 Postado por Márcio-André
Perfomance e lançamento na Fundación Laxeiro, em Vigo
sexta-feira, abril 13, 2012 Postado por Márcio-André
Mais info aqui
Lançamento de Ensaios Radioativos em Espanha
segunda-feira, abril 09, 2012 Postado por Márcio-André
Poesía en tiempo real
sábado, março 24, 2012 Postado por Márcio-André
http://vos.lavoz.com.ar/libros/poesia-tiempo-real
http://www.telam.com.ar/nota/18775/
http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/espectaculos/4-24649-2012-03-19.html
Lustra, de Ezra Pound
segunda-feira, novembro 28, 2011 Postado por Márcio-André
Imergência, festival de performance em Lisboa
quinta-feira, novembro 17, 2011 Postado por Márcio-André
![]() |
| Hugo de Almeida Pinho e André Fonseca |
Para executar a multitubetextura:
| Maria dos Milagres, António Azenha, Bartolomé Ferrando, Márcio-André |
Encontros a volta da performance
domingo, outubro 30, 2011 Postado por Márcio-André
Paradas em Movimento: Videopoéticas
sábado, agosto 06, 2011 Postado por Márcio-André
Em breve, nas livrarias... ou nas locadoras...
quarta-feira, julho 13, 2011 Postado por Márcio-André
Três revistas literárias
quinta-feira, julho 07, 2011 Postado por Márcio-André
DOSSIER: La perpetua renovación de Olga Dondé, POESÍA:No decía palabras (LUIS CERNUDA).
CUENTO: Presunción (Juan Sebastián Argoty), El extraño (CARLOS MANUEL CRUZ MEZA), INDICIOS PÁNICOS (Jonathan Alexander España Eraso).
RINCON DE LA MINIFICCIÓN: El salitre de la obsesión (SVETLANA LARROCHA).
POESÍA SIN FRONTERAS: Juan Pablo Roa, Santiago Aguaded, Rita Dahl, Márcio-André, Uberto Stabile.
MISCELÁNEA POÉTICA: Víctor Ortiz Partida, Alejandro Tarrab, Carlos Violadé, Alí Calderón, José María Álvarez, Fernando Carrera, Rodrigo Flores Sánchez, Ricardo Venegas, Pablo Moreno Prieto, Jonathan Harrington, Luis Jorge Boone, Manuel Becerra Salazar,
LIBROS, reseñas y críticas a: José Landa (POR FERNANDO DE LA CRUZ), Renato Sales Heredia (POR JUAN CARLOS RECINOS), Inosente Alcudia (JUAN CARLOS RECINOS), José María Álvarez y Luis Jorge Boone (POR JOSÉ LANDA)
LOS LIBROS DE MORBO: Margarita Arrocha, Ernesto Lumbreras, Rodolfo Häsler.
EL REVISTERO: Clarimonda (Michoacán), La tempestad (DF-Monterrey), Luvina (Guadalajara), Avatares (Colombia), Animal sospechoso (Barcelona), La Otra (Sinaloa)
























