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"Poemas apócrifos" no Jornal O Estado de Minas


Uma tarde com Fanni e Miklós



Esta simpática senhora comigo na foto é Fanni Gyarmati, viúva do lendário poeta Miklós Radnóti, uma das figuras mais emblemáticas da poesia em idioma húngaro. Com seus 101 anos de idade, Fanni (também conhecida como Fifi) viveu, desde a morte de seu marido, completamente reclusa, raramente recebendo visitas e não dando entrevistas, mesmo na cerimônia de seu centésimo aniversário. Ou seja, é quase impossível um encontro com ela e o meu só se realizou graças a uma amiga comum. Por isso, fiquei muito emocionado em ser recebido ontem por ela (alguns dias depois de coincidentemente visitar o túmulo do poeta no Fiumei úti Nemzeti Sírkert) em seu apartamento na Rua Pozsonyi, diante do Danúbio, e passar uma tarde agradável, conversando animadamente e conhecendo um pouco da vida desta figura que teve um papel tão importante na divulgação e perpetuação da obra de seu marido. Tendo conhecido Miklós ainda na adolescência, Fanni foi sua editora e companheira de trabalho, além de ter sido o tema de seus poemas de amor. Ainda hoje, quase 70 anos depois da morte dele, ela mantém intacto o espaço onde escrevia no mesmo apartamento em que viveram. 

Miklós faleceu em 1944, com 35 anos, executado durante uma marcha forçada de um campo de concentração na Hungria para outro na fronteira da Áustria. Segundo testemunhas, foi atacado a coronhadas por um guarda bêbado, irritado com sua insistência em escrever, para em seguida ser fuzilado em uma vala comum na fronteira do município de Abda. Seu corpo foi exumado dezoito meses depois, e dentro do bolso do seu casaco foi encontrada uma caderneta com seus últimos poemas. Fanni recebeu os manuscritos e finalmente os publicou em 1946, sob o título “Tajtékos ég”. Abaixo, deixo um desses poemas encontrados, em tradução de Nelson Ascher.


CÉU ESPUMANTE

No céu que espuma, a lua oscila.
Estar vivo me causa espécie.
A morte assídua espreita a Idade:
quem ela encontre, empalidece.

O ano grita e depois desmaia.
(Gritara olhando ao seu redor.)
Que outono ronda-me de novo?
Que inverno embotado de dor?

Sangrava o bosque; mesmo as horas
sangravam no vaivém dos dias.
Ventos riscavam, sobre a neve,
cifras enormes e sombrias.

Já vi de tudo; o ar me esmaga
com seu peso; um silêncio cresce
ruidoso, cálido e me abraça
como fez antes que eu nascesse.

Detenho-me junto de um tronco
que agita iroso as frondes plenas
e estende um galho. Há de esganar-me?
Não é fraqueza ou medo – apenas

cansaço. Calo. E o galho apalpa
os meus cabelos, mudo, aflito.
Cabe esquecer – mas não há nada
de que já tenha me esquecido.

Espuma afoga a lua; o miasma
estria os céus, verde e agressivo.
Sem pressa, enrolo com cuidado
o meu cigarro. Eu estou vivo.

Coleção de audio de Ezra Pound


EZRA POUND - ÁUDIOS
(mais de 80 leituras de poemas - e uma entrevista)
http://www.ubu.com/sound/pound.html

Confraria do Vento torna-se verbete em dicionário

O grande sambista e sociólogo Nei Lopes lançou esse ano, pela Pallas Editora, o "Dicionário da hinterlândia carioca", que tenta mapear a história dos subúrbios do Rio de Janeiro. Foi com orgulho que soube que a Confraria do Vento consta como um dos verbetes do dicionário e que, portanto, faz parte não só da minha história pessoal e da de alguns amigos, mas como também da do bairro do Irajá, onde surgiu (e onde eu cresci). Abaixo a página do dicionário.


Vale lembrar que, além do Victor e de mim, passaram pela Confraria escritores como Ronaldo Ferrito, Karinna Gulias, Aderaldo Luciano, Pablo Araujo, Thiago Ponce de Moraes, Anderson Fonseca, Ricardo Pinto de Souza, Marcos Pasche, Gustavo Olivieri, João Miguel Henriques, Karla Melo e Majela Colares. Vale também uma correção: A Confraria surgiu em 2002 e não em 2007.

Dossiê Márcio-André em revista húngara

Acaba de ser publicado na revista húngara Spanyolnátha um "Dossiê Márcio-André", pelo qual fico muito contente. No novo número desta conceituada publicação de nome curioso há vídeos, poemas traduzidos para o Hungaro e ensaios sobre o meu trabalho com poesia e performance. Agradeço em especial ao escritor e teórico Bálint Urbán e ao editor e grande poeta sonoro Endre Szkarosi. Para quem consegue ler, fica a dica.


http://www.spanyolnatha.hu/archivum/2012-4/44/hangkoteszet/fennyel-irni-marcio-andre-budapesti-performanszarol/3182/

Ensaios Radioativos em evidência na Galiza

Mais duas críticas sobre a edição galega dos Ensaios Radioativos. As duas foram publicadas na revista Sermos Galiza, respectivamente nas edições 4 e 5.



Sobre o Poetry International na Folha de São Paulo


Dunya Festival

Em maio, faço leitura no Dunya Festival, Holanda. O evento é um aquecimento para o prestigiado Festival Internacional de Poesia de Roterdã, no qual tomarei parte em junho.

Abaixo, um vídeo do Dunya 2011, do qual só tomei conhecimento através do convite. Parece ser muito interessante.

Perfomance e lançamento na Fundación Laxeiro, em Vigo

O PROXECTO

Marcio-André (Río de Xaneiro, 1978) escritor e performer, ademais de artista visual e sonoro, presenta Ensaios radioativos unha performance multidisciplinar coa que da a coñecer o seu novo libro, publicado en Galicia por Axóuxere Editora, dentro da súa colección Polimnia, Cadernos de combate.

Como autor preocupado pola anulación de fronteiras entre xéneros, Marcio-André presentará unha acción na que a literatura, o son e a arte visual confluirán no espazo da Fundación Laxeiro para presentar a publicación do seu novo libro.

Rafael Xaneiro, responsable de Axóuxere Editorial propiciará un diálogo co autor no que, de forma breve, desgranarán os contidos da publicación para, de seguido, dar paso á performance.

A performance explora as posibilidades do poema através do procesamento eletrónico da fala e da proxección de palabras, chegando aos límites da lectura e superando as fronteiras entre a poesía, a música experimental e a instalación. A través da reprogramación, en tempo real, de timbres percusivos e harmónicos extraídos do violino e da voz, o artista creará texturas acústicas, que, xunto con proxeccións e a exploración escénica do espazo, producen paisaxes sonoro-visuais hipnóticas, contemplativas e que, por veces, remiten ao sagrado, aos mantras e aos rituais primordiais.  O local da performance mudaráse  nunha dimensión cósmica, dando ao artista e ao público a posibilidade de se moveren entre galaxias de palabras

O LIBRO

A publicación, que leva o mesmo título, é un compendio de textos de pensamento crítico, feitos - segundo as palabras do autor - dende a contaminación radioactiva, un feixe de ensaios que van dende a poesía até a deriva nómada a través de cidades, a modo de tuaregs buscando un eixo sagrado nos elementos do mundo posmoderno. Un aprofundamento divertido, lúcido e irónico sobre a realidade que estamos acostumados a definir en termos tan estreitos e paradoxais que, ás veces, esta parece quedar ben pequena, aburrida e triste. 


Mais info aqui 



Lançamento de Ensaios Radioativos em Espanha

Nesta quinta-feira, lanço, em Santiago de Compostela, o meu livro Ensaios Radioativos, em nova edição pela editora galega Axouxere. O lançamento será na Galeria de arte contemporânea ApuntodFuga, às 20h30, e terá apresentação do poeta e professor Carlos Quiroga.

Na semana seguinte, é a vez de Vigo, onde faço lançamento e performance na Fundación Laxeiro. Também participo de conferência nas Universidades de Vigo e de Compostela.


Poesía en tiempo real

Matérias em jornais argentinos sobre o Festival Internacional de Poesia de Córdoba, no qual participei junto de Marina Colassanti.


http://vos.lavoz.com.ar/libros/poesia-tiempo-real
http://www.telam.com.ar/nota/18775/
http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/espectaculos/4-24649-2012-03-19.html

Lustra, de Ezra Pound

Resenha que escrevi para o Prosa & verso (O Globo) sobre a tradução de Lustra (Selo Demônio Negro)


Em se tratando da concepção do poema, poucos foram os que, como Ezra Pound, compreenderam a efetiva conexão entre técnica e inspiração. O controverso poeta americano não via aí uma oposição dialética entre ambas, como é vulgarmente entendida, mas uma mecânica complementar: a inspiração como combustível para os diversos modos de complexidade da escrita. Quanto mais preparado fosse o poeta, melhor ele poderia empregar a energia furiosa da criação. Munido dessa compreensão, Pound criou uma obra que inspirou paixão – e também ódio – pelo seu caráter transgressor, anticonformista e supostamente hermético.

De modo análogo, poucos são os editores hoje no Brasil que articulam em seu ofício a mesma técnica e paixão com a qual Vanderley Mendonça dirige seu pequeno selo Demônio Negro, sediado em São Paulo. Produzindo manualmente volumes em capa dura, impressos com máquinas alemãs centenárias, que ele mesmo procura (nos mais distantes recantos rurais da Europa) e restaura, tem levado ao mercado obras fundamentais, não obstante raras ou inéditas em português. Pelo selo já foram lançadas joias como a primeira versão completa e não fac-similada de "O Guesa", de Sousândrade, e textos negligenciados de Octavio Paz, Verlaine, Rubén Darío e Ramón Gómez de la Serna, corrigindo escandalosas faltas no catálogo dos colossos editoriais. 

Não por acaso, é a Demônio Negro que se arrisca agora a lançar a edição integral de "Lustra", de Pound, com tradução de Dirceu Villa. A despeito da importância da coletânea dentro da obra do autor, o público brasileiro dispunha apenas de duas dezenas de seus poemas traduzidos, nos anos 60, por Mário Faustino e Augusto de Campos. Considerando a dedicação com a qual os concretistas divulgaram a obra do poeta no Brasil, deixando legiões de seguidores, é de se espantar que tenhamos parado n"Os Cantos", traduzido por Grünewald, e em algumas antologias.

Mas é também em certa singularidade da obra que se revela o caráter guerrilheiro da edição. Muito além de preencher uma lacuna, sua chegada contribui para expandir (ou subverter) o imaginário que temos do poeta. Escrito durante os anos em que ele viveu em Londres, o livro nos traz um imagista de outra natureza: mais leve e discursivo, deliberadamente cômico, terno e satírico, menos alinhado com a densidade d"Os Cantos", ainda que estejam ali as aspirações épicas, o gosto pela poesia chinesa e latina e pela carpintaria meticulosa. Foi na capital britânica que o jovem Ezra achou um terreno propício para fundar as bases de sua poética revolucionária, na qual a fabulação pela “forma” correspondia à necessidade de escandalização da sociedade londrina.


Nesse Pound, encontramos a rebeldia boêmia, a verve polemista, a indignação com a intelligentsia vazia, o desejo de ferir os bons costumes, não esquecendo certa solidão melancólica (digna do fragmento de Lope de Vega colocado como epígrafe do segundo poema) e, em igual medida, o desejo incorrigível pelo mundo futuro, sonhado através do desprezo ao presente, como ecoa nos versos de “Causa”: Junto estas palavras para quatro pessoas/ Outros vão, quem sabe, ouvi-las;/ Ó mundo, mundo, sinto muito,/ Você não conhece essas quatro pessoas. Considerada sua primeira incursão modernista, antecipadora de tendências, o livro é obra do poeta full time, fora do gabinete, vivendo de e para sua arte e tempo; e no qual se vê a gênese do que ele viria a se tornar: um animista da forma – crente na mutação da matéria através da palavra. Um espírito rebelde que faz falta hoje. Como previsto, Lustra foi um escândalo, e Pound, criticadíssimo. Alguns poemas (reincluídos nessa edição) foram censurados, outros mutilados ou alterados. 

A competente tradução de Dirceu Villa tenta adequar-se à variedade de propostas dos poemas do livro – o que acaba por contribuir com disparidades nos métodos empregados. Faz falta, aliás, informação sobre como a tradução é conduzida. As notas e a introdução, apesar da linguagem excessivamente acadêmica (o que afasta do próprio clima inconformista da obra), são excelentes e trazem dados fundamentais sobre a obra e o autor, mas nada sobre o trabalho do tradutor.

Independente desses pormenores, "Lustra" é talvez o livro de poesia mais importante lançado nesse ano. Sua publicação traz ainda um feito notável em termos de atitude. Tal como os versos defendidos apaixonadamente por Pound para que não fossem suprimidos por decisão (também apaixonada) de seu editor, a presente edição é fruto da crença de um microeditor e de um jovem tradutor, lutando no dente contra forças invencíveis. O próprio fato de um poeta com menos de 40 anos arriscando-se na tradução de um autor complexo, até então restrito às gerações dos já ultraconsagrados, representa uma mudança de ângulo, um jeito de reivindicar maturidade e erudição às gerações de agora. Algo, enfim, que nos ajude a tentar recuperar um pouco da rebeldia perdida. Se o futuro é uma incógnita, o presente, mais sólido, permite-se ainda ser surpreendido.

MÁRCIO-ANDRÉ é poeta e tradutor

Imergência, festival de performance em Lisboa


Entre os dias 5 e 13 de novembro, aconteceu, em Lisboa, o Imergência, festival de performance de ação e da palavra, organizado pelo coletivo Epipiderme, com apoio da Confraria do Vento e cocuradoria do Cidade aTravessa. Durante seis dias, passaram pelo evento cinquenta dos mais relevantes performers, poetas sonoros e pesquisadores do assunto, vindos da Europa e da América Latina. Eu apresentei a performance "Multitubetextura 8", da qual volto a falar mais abaixo.



Divulgação do evento nas ruas de Lisboa


O poeta francês Serge Pey era um dos convidados do festival. Seu trabalho sempre foi para mim uma referência. Havíamos nos conhecido em 2007, no Marché de la poésie, em Paris, e desde então nos tornamos amigos. Foi, portanto, enormemente gratificante reencontrar Serge e sua esposa Chiara Mulas, ver sua performance (pela primeira vez, pessoalmente) e me apresentar ao lado dele.



Serge Pey

Alberto Pimenta




O evento contou também com inúmeras intervenções nas ruas. Algumas muito interessantes, como a do espanhol Mario Gutierres Cru, que, através de um belo exercício situacionista, percorreu um trajeto predeterminado das ruas da Baixa de Lisboa, com uma bandeira preta em punho, traçando (da perspectiva aérea) a palavra CRISIS.



Destaque também para a performance de Maria dos Milagres e de Paco Nogales, ambas no Terreiro do Paço. 

Maria dos Milagres

Hugo de Almeida Pinho e André Fonseca



Para minha performance, revivi o projeto MULTITUBETEXTURA, apresentando sua oitava versão. Dessa vez, apostando no aspecto colaborativo: para esta versão, o conjunto de vídeos foi desenvolvido pela artista espanhola Ana Gesto e executado por mim diante do público, com improvisação sonora, numa bela noite que contou com presenças ilustres como a de Alberto Pimenta, Serge Pey e Fernando Aguiar. A recepção foi muito positiva e o publico esteve, ao final, bastante entusiasmado. 













O MULTITUBETEXTURA 8 já está disponível na net para ser executado individualmente. 


Para executar a multitubetextura:

1. Deixe carregar todos os vídeos (clique em play e, logo depois de iniciado, pause. O processo deve ser repetido em cada um dos vídeos, deixando encher a barra vermelha até o final). Assim, evita-se pausas indesejáveis durante a execução.

2. Dê play em todos os vídeos ao mesmo tempo ou conforme intenção específica do executante.

3. O executante é também um coarranjador, definindo, no ato da execução, a dinâmica e a duração: o volume e a ordem de entrada de cada vídeo, assim como o acionamento ou não de alguns deles, a repetição e o avançar ou retroceder.

4. Aperte F11, caso queira assistir em tela cheia.


Para começar, clique na imagem:




DOIS OUTROS FESTIVAIS


Festival Silêncio

Outro festival no qual me apresentei recentemente, aqui em Lisboa, foi o festival Silêncio, voltado totalmente para a palavra. O evento, que rolou entre os dias 15 e 25 de junho no Cinema São Jorge, teve, entre os convidados, Lee Ranaldo e Arnaldo Antunes.



Line up

Também estive em Coimbra, acompanhando (dessa vez como espectador) o Festival LineUp, organizado por António Azenha, no mês de outubro. Além de assistir à apresentação da Ana Gesto, pude conhecer seu ex-professor Bartolomé Ferrando - uma referência na arte sonora de Espanha e figura super interessante.


Ana Gesto


Maria dos Milagres, António Azenha, Bartolomé Ferrando, Márcio-André

Encontros a volta da performance

Publicado na revista mexicana El Jolgorio Cultural


La performance no tiene sentido pero crea sentido
Bartolomé Ferrando

La performance (o el performance) es una disciplina artística que surge en el siglo XX, principalmente en las manifestaciones de las vanguardias europeas, como los futuristas, dadaístas y surrealistas. El concepto de la performance ha ido cambiando con el tiempo, muchos de estos cambios se han logrado a partir del trabajo con otras disciplinas artísticas. Poesía, música, escultura, artes plásticas, entre otras que han dado una retroalimentación a esta especialidad. Actualmente, en algunas universidades ya forma parte del plan de estudios de las escuelas de bellas artes aunque, en ocasiones, pertenece a las artes escénicas, en otras más, a las artes plásticas o la escultura. La performance ha sabido insertarse en el plano del desarrollo artístico, por su maleabilidad, que a diferencia de otras disciplinas artísticas, crea un sinnúmero de símbolos y lenguajes indescifrables; porque cada cosa es parte de la obra, el performermismo pertenece a ella, cada parte de su cuerpo puede ser usado de manera plástica o sonora.

Con el tiempo, la performance ha ido desarrollando espacios y formando públicos. Todo esto, a través de festivales que ahora mismo son muy importantes para su difusión en algunas partes de la península ibérica. Por ejemplo: Contenedores, en Sevilla; Acción Mad, en Madrid; Ebent, en Barcelona; Territorio Performance de Periferias, en Huesca; Chamalle X, en Pontevedra; La muga Caula, en Girona;Line up action, en Coimbra, Portugal; IMAN, en el Theatro Circo de Braga; Bienal de Cerveira y Epipiderme, en Lisboa. Todos estos festivales dan cabida y visibilidad a los performers.

En los diferentes festivales se pueden ver propuestas visuales, audiovisuales, plásticas, poéticas, y un sin número de ejemplos con el uso y la manipulación de la perfomance a través de las nuevas herramientas tecnológicas. Para la performer Ana Gestohttp://anagesto.blogspot.com/  (Santiago de Compostela, España), una de las disciplinas que le parece más cercana a la performace, es la escultura, principalmente por el uso del espacio. Además, por el manejo del cuerpo como elemento de la obra en sí,  el body art. El hecho/acto artístico que parte del cuerpo del artista, como soporte y como medio para desarrollar un nuevo lenguaje artístico.

Para el poeta y artista visual, Marcio-André, http://www.marcioandre.com/  (Río de Janeiro, Brasil) que participó recientemente en el festival Epipiderme 20 en Lisboa, la performance incorpora diversas disciplinas, aunque comenta que su trabajo parte de elementos poéticos, ya que la poesía en la performance es una forma de sacar al poema de la hoja impresa a partir de la palabra corporal, o la poesía sonora, que otorga un sin número de posibilidades. Ahora la poesía puede ser una manifestación escrita en bites, esto, debido al uso de las herramientas tecnológicas que forman parte de los elementos que se tienen para lograr enviar otro tipo de mensajes, ya que no sólo la poesía se incorpora acertadamente en el performance, también la música y las artes visuales; esto aglutina diversos mensajes en un mismo ambiente.

En el caso de la performance apoyada en las artes visuales y la tecnología, el artista Nuno Oliveira http://epipiderme.blogspot.com/ (Lisboa, Portugal) opina que él utiliza cualquiera de las herramientas para crear ambientes. Ya que la performance principalmente evita tener un discurso narrativo, aunque actualmente muchas personas piensen que a través de ella se pueden enviar mensajes subversivos o de cualquier índole, pues es una manifestación absurda; cuando no es así, ya que la performance interactúa, y más que dictar ideas, la propuesta es crear ambientes.

La performance es un arte que ha evolucionado vertiginosamente, aunque bien podría situarse en un tipo de disciplina artística que viene de más atrás en el tiempo, por ejemplo, desde los griegos con sus manifestaciones dramáticas o en el periodo medieval con los elementos aportados por el arte juglaresco. Esto, en la historia del arte occidental, también reconocemos que la performance tiene antecedentes en todas las culturas, no como se percibe en nuestros días, pero sí como manifestación que incorpora diversas disciplinas. Aunque la performance se puede estudiar desde diferentes disciplinas, es un arte  que se reinventa a cada momento, por tal motivo, es necesario verla: cómo se articula y cómo funciona, en el caso particular de cada artista.


Acerca del autor:

1955, poeta y novelista.
Autor de La máquina de coser, Raramus editores, 1980.
Actualmente radica en Lisboa, Portugal.

Na Folha de São Paulo

Espalhados por toda Lisboa

Eis a divulgação do Epipiderme 20 (no qual participo) pelas ruas de Lisboa.





Dia 22 de Setembro, no Espaço do Urso e dos Anjos. Maiores informações, em breve.


2011 poetas por Km2


Mais informações aqui: http://www.poeticofestival.es/2011/

Paradas em Movimento: Videopoéticas

Centro Cultural São Paulo
De 06/08/2011 a 02/10/2011

Esta edição da mostra de poesia visual, digital e videopoesia, Paradas em Movimento, com a curadoria de Elson Fróes, tem como proposta apresentar trabalhos de poetas brasileiros contemporâneos que exploram as novas linguagens eletrônicas, que permitem a integração entre som, imagem, palavra e movimento. A proposta é identificar algumas formas possíveis da poesia, além da verbal e daquela em suporte impresso. Apresentam-se poemas que vão da total virtualidade digital à intervenção urbana, utilizando métodos e estratégias várias, para a criação de uma videografia que já se constitui uma "tradição híbrida" entre o verbal, o sonoro, o visual, o animado e o interativo. A mostra, que reúne trabalhos de Almir Almas, André Vallias, Arnaldo Antunes, Eduardo Kac, Fabio Fon, Gabriela Marcondes, Lenora de Barros, Lucio Agra, Marcelo Sahea, Marcelo Terça-Nada e Marcio-André, acontecerá entre os dias 06 de agosto e 29 de outubro, nas telas de plasma da biblioteca e dos pisos Caio Graco e Flávio de Carvalho do Centro Cultural.



Deixo, abaixo, um dos vídeos com os quais participo da mostra

Em breve, nas livrarias... ou nas locadoras...

Três revistas literárias

Revista Morbo (México)

Acaba de ser lançada, no México, o primeiro número da Revista Morbo (Edições Morbo, coordenada pelo escritor José Landa). Participo da edição com poemas traduzidos para o espanhol pelo poeta chileno Fernando Perez. Esta é a terceira edição latina da qual participo. Em 2008, tive poemas lançados na revista Letras en Línea (Chile) e, em 2010, na Arquitrave (Colômbia). Abaixo a capa e o índice geral da revista.



ENSAYAR EL MUNDO: El secreto erotismo de la cultura (DANIEL TÉLLEZ). Las vanidades de la seducción (DANTE MEDINA), El erotismo y el amor no son sinónimos (SELENE BUENO), El deseo, una pregunta cuya respuesta no existe (JORGE SOLÍS ARENAZAS), Apuntes de erotismo y pornografía (LUIS ARMENTA MALPICA).

DOSSIER: La perpetua renovación de Olga Dondé, POESÍA:No decía palabras (LUIS CERNUDA).

CUENTO: Presunción (Juan Sebastián Argoty), El extraño (CARLOS MANUEL CRUZ MEZA), INDICIOS PÁNICOS (Jonathan Alexander España Eraso).

RINCON DE LA MINIFICCIÓN: El salitre de la obsesión (SVETLANA LARROCHA).

POESÍA SIN FRONTERAS: Juan Pablo Roa, Santiago Aguaded, Rita Dahl, Márcio-André, Uberto Stabile.

MISCELÁNEA POÉTICA: Víctor Ortiz Partida, Alejandro Tarrab, Carlos Violadé, Alí Calderón, José María Álvarez, Fernando Carrera, Rodrigo Flores Sánchez, Ricardo Venegas, Pablo Moreno Prieto, Jonathan Harrington, Luis Jorge Boone, Manuel Becerra Salazar,

LIBROS, reseñas y críticas a: José Landa (POR FERNANDO DE LA CRUZ), Renato Sales Heredia (POR JUAN CARLOS RECINOS), Inosente Alcudia (JUAN CARLOS RECINOS), José María Álvarez y Luis Jorge Boone (POR JOSÉ LANDA)

LOS LIBROS DE MORBO: Margarita Arrocha, Ernesto Lumbreras, Rodolfo Häsler.

EL REVISTERO: Clarimonda (Michoacán), La tempestad (DF-Monterrey), Luvina (Guadalajara), Avatares (Colombia), Animal sospechoso (Barcelona), La Otra (Sinaloa)

FOTOS DE: Fotos, Luis David Canul, Alfredo Blanco, Eduardo Segura.


Revista Corsário (Brasil)

A Corsário, que vinha sendo editada há cinco anos na internet pelo poeta e fotógrafo Mardônio França, chega a sua primeira edição impressa. Nessa edição, entrevista com Augusto de Campos, textos de Fernando Aguiar, Edson Cruz e outros amigos. Colaboro com um longo texto sobre interdisciplinaridade. 



Revista Polichinello (Brasil)

Outra excelente revista, já em sua décima terceira edição, é a Polichinello, editada pelo paraense Nilson Oliveira. Com um amplo espectro de autores contemporâneos, essas edição dedicada às experiências limites, traz o meu texto Contaminações.



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